Crise? Qual crise?
2ª Diferença: os CRITÉRIOS
A selecção do Presidente da Reserva Federal Americana obedece a critérios institucionais e tem regras bem definidas e explicitadas na sua página da internet.
Em Portugal, o Governador do Banco de Portugal tem sido nomeado arbitrariamente pelo partido do Governo a seu belprazer. A prática corrente é a de colocar um amiguinho do partido para auferir de um ordenado milionário, carro e motorista, crédito bonificado, e, vir embora ao fim de 5 anos com uma reforma choruda!
3ª Diferença: a MEDIOCRIDADE PAGA A PESO DE OURO
Uma das mentiras propaladas com mais frequência é a de que “é necessário pagar bons ordenados, se não, não se conseguem contratar pessoas competentes para os cargos públicos”. Esta afirmação relativamente ao Banco de Portugal é mentira porque:
1) O Dr. Vítor Constâncio não é a competência que nos querem fazer crer. O seu curriculum é duma mediocridade atroz (nem o doutoramento conseguiu terminar) quando comparado com o do Dr. Bernanke.
2) O salário que lhe está a ser pago não é um bom salário. Um bom salário seria o equivalente a 5 ou 6 vezes o rendimento per capita nacional, tal como é a prática na Reserva Federal Americana. Ou seja, entre 61 580,00 €e 73 896,00 € por ano.
3) Um salário 23 vezes superior ao rendimento per capita nacional, não é um bom salário: é um assalto ao dinheiro dos contribuintes!
4) O secretismo em relação aos salários da administração do BdP e a recusa na sua divulgação está assim justificado: Tal como os ladrões que escondem o produto do roubo, também os administradores do Banco de Portugal tentam esconder aos jornalistas e aos cidadãos o assalto que estão a fazer ao erário público.
5) Os contribuintes portugueses não mandataram a Comissão de Vencimentos do Banco de Portugal para lhes andar a desbaratar o dinheiro do BdP em salários de administração principescos. Por consequência, é seu dever zelar pelos interesses dos contribuintes portugueses, estabelecendo salários mais baixos para a administração do BdP, consentâneos com a realidade do país. Querem tudo bem, não querem vão procurar trabalho noutro lado!
6) No país existem milhares de pessoas tão ou mais competentes que o Dr. Vítor Constâncio e restantes colegas da administração, perfeitamente capazes de os substituir, e que aceitariam integrar a administração do Banco de Portugal por salários bem mais modestos.
7) Com o ordenado que está a ser pago ao Dr. Vítor Constâncio, seria fácil ao Banco de Portugal contratar gestores internacionais da craveira do Dr. Bernanke, na medida em que teriam um aumento de 150% relativamente ao salário que a administração americana lhes paga.
8) Quando os juros bonificados terminaram para os cidadãos pobres deste país, o Estado não pode continuar a mantê-los para cidadãos privilegiados que ganham centenas de milhares de euros por ano. É injusto, é desumano e é um insulto às dificuldades por que muitas pessoas de recursos reduzidos estão a passar neste momento.
Lisboa, 15/Jan/2008"
