Crise? Qual crise?
Veja os gráficos abaixo para ter noção completa da diferença de vencimentos:

Mas para avaliarmos a diferença real de vencimentos, é necessário comparar a paridade do poder de compra dos dois salários, ajustando-os ao nível de vida do país. Dividindo então os vencimentos dos dois presidentes pelo produto per capita de Portugal e dos USA que são respectivamente de 12 316,00€ e 28 515,00€, resulta uma diferença ainda mais abissal de vencimentos:

Ou seja, afinado pelo rendimento médio do país, o salário
do Dr. Vítor Constâncio bate o do Dr. Bernanke por KO.
Veja só:
• O Dr. Bernanke ganha 4,5 vezes mais que o americano médio.
• O Dr. Vítor Constâncio ganha 23 vezes mais que o português médio, e, 5 vezes mais que o Dr. Bernanke!
Simplesmente ESCANDALOSO!
O presidente do Banco Central do país mais pobre da União Europeia, ganha cinco vezes mais que o presidente do Banco Central do país mais rico do mundo!
Só falta saber se o Dr. Bernanke também tem um BMW 530D com motorista particular, mas a esse respeito o site da Reserva Federal não esclarece.
Vencimentos de luxo no Banco de Portugal: Uma obscenidade!
Sendo dos funcionários públicos mais bem pagos do país, e tendo igualmente uma carreira sólida quer na política quer na gestão privada e pública, os seis administradores do Banco de Portugal fazem parte de um grupo restrito de pessoas, cujo património está reservado apenas à elite económica.
Comparando as situações existem diferenças significativas entre as práticas da Reserva Federal Americana e do Banco de Portugal.
1ª Diferença: a TRANSPARÊNCIA
Na Reserva Federal Americana, a informação relativa aos vencimentos dos elementos da administração é pública. Qualquer pessoa em qualquer parte do mundo pode aceder ao site e saber quanto ganham os elementos da Administração.
Em Portugal essa informação é ocultada. Mesmo quando é instado pelos jornalistas ou pelos deputados a esclarecer quanto ganham os elementos da Administração do Banco de Portugal, o Ministro das Finanças recusa-se a revelar o valor dos salários pagos. Essa ocultação não é inocente. Há interesse da parte dos políticos em que a população seja mantida na ignorância sobre os montantes que estão a ser pagos aos marmanjos instalados no Banco de Portugal.
